29 Janeiro 2009

Vencer o mal!

Vencer o mal é um desafio diário. Este apresenta-se com as mais diversas e subtis facetas, muitas vezes, passando despercebido e apanhando-nos nas suas malhas. Pessoas normalmente boas são apanhadas nas malhas do mal, quando se deixam vencer pela decepção, pelo medo, pela insegurança. Nessas alturas, o mal apodera-se delas, dos seus pensamentos e das suas acções. Foi assim, na Alemanha de Hitler, em que o mal apanhou os corações de milhões, lançando o mundo no caos e na desumanidade que se viu. Vivemos tempos difíceis e em tempos como estes as pessoas sentem-se inseguras e com medo. O mal espreita para entrar nos seus corações e dominá-las. Tudo começa com um pensamento que até parece razoável, com alguma legitimidade, algo que pensamos poder controlar e manter nas suas devidas proporções. Só que o mal é uma força incontrolável e voraz, que destroi a beleza e a harmonia de tudo aquilo que toca, inclusive a alma humana. A recomendação da Escritura é pertinente: "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Romanos 12:21).

27 Janeiro 2009

A questão da conflitualidade humana

Ouvimos de conflitos entre as nações e sentimo-nos impotentes para impedir que tal aconteça. Muitos têm proposto um governo mundial para sanar e prevenir tais conflitos. Personagens ilustres da história humana, como o filósofo Kant ou o cientista Albert Einstein, defenderam a ideia de um governo mundial, como forma de alcançar a paz mundial. Será assim? Muito se tem feito pelo entendimento entre os povos, mas nem por isso os conflitos e as ameaças diminuiram. Parece-me a mim que a solução para a conflitualidade entre os povos começa por sanar os conflitos entre as pessoas. Cada um de nós tem que ser um construtor da paz, um conciliador, um perdoador e um pacificador. Cada um tem que fazer morrer as sementes da conflitualidade que existem dentro de si, na sua natureza não redimida. A exortação bíblica dirigida a duas mulheres, Evódia e Sintique, para que sentissem o mesmo no Senhor (Filipenses 4:2), coloca a questão da conflitualidade no lugar onde realmente tudo se decide: o coração humano individual. Cada um tem que fazer e esforçar-se por sentir o mesmo com o outro. É possível? Sim, se for "no Senhor", isto é, se permitirmos que o amor de Deus cure e liberte os nossos corações da maldade e do egoísmo, em Cristo. Então, sim, uma nova humanidade poderá surgir, liberta das cadeias do ódio, do egoísmo e da vingança. Uma humanidade reconciliada com Deus e cheia da do amor de Deus. Essa é a promessa e a realização da vinda de Jesus Cristo.