13 Fevereiro 2009

Quando os relacionamentos se desmoronam...

Esta manhã estava a ler o jornal, quando me deparei com a notícia do julgamento de um casal de namorados que tinham entrado em conflito... por ter-lhes saído há uns tempos atrás o euromilhões. Na hora de dividir o prémio, desentenderam-se, os pais da rapariga meteram-se ao barulho. Resultado: o tribunal tem que decidir o que fazer. Enquanto isso, os 15 milhões do prémio permanecem congelados numa conta às ordens do tribunal. A Bíblia é muito clara: "o amor ao dinheiro é a raíz de todos os males". O problema não é o dinheiro, mas o amor ao dinheiro. Neste caso, o que o dinheiro veio evidenciar é que estes jovens ainda não sabiam o que era realmente amar-se. Como acontece com tanta e tanta gente. Vivem relacionamentos de uma maneira superficial. Estão no casamento ou nas amizades de uma maneira ligeira, sem compromissos, sem sentido de responsabilidade, sem entrega... Claro que, em casos assim, as crises (ou o dinheiro) vêm trazer à tona toda a superficialidade e o vazio desses relacionamentos. O seu desmoronamento não é mais do que a consequência da falta de alicerces sólidos, de confiança, respeito e sentido de aliança.

12 Fevereiro 2009

Intimidade com Deus?

É possível?, perguntamo-nos. Somos seres de intimidade. Só com a experiência desta é que encontramos a verdadeira satisfação e o verdadeiro equilíbrio emocionais. Sabemos que podemos construir intimidade uns com os outros. Mas, com Deus, podemos? Será que o facto de Deus ser invisível, eterno, o todo-poderoso, não constituirá um obstáculo à comunhão e à intimidade, sendo nós seres finitos? No plano natural, sim. O nosso simples anelo de intimidade com o Criador, causa da nossa existência e nosso destino, não nos levará à intimidade com Deus. Nada em nós, por nós mesmos, poderá fazer o que seja para criar essa intimidade. Mas Deus pode. Ele responde ao clamor da alma humana, quando esta afirma: "a minha alma tem sede de Deus, quando me apresentarei diante dele?". O Deus do puro amor acede a vir ao nosso encontro, cria-nos com a capacidade de O buscar, mas também de sermos receptáculo do seu amor divino. Esta é a história do Evangelho: Deus enviando o Seu Filho, Jesus, tornando-se homem nele, para, como homem, nos redimir e elevar-nos, da nossa condição caída, à posição de filhos amados e íntimos dele.

11 Fevereiro 2009

Intimidade

Em cada um de nós há o anelo por intimidade. Somo seres criados para ter intimidade. Daí que os relacionamentos assumam um papel tão importante e decisivo nas nossas vidas. Não nos basta conhecer alguém ou ter um relacionamento comum. Queremos mais. Sentimos necessidade de mais, de intimidade. Ora, a intimidade é aquela qualidade numa relação em que as pessoas envolvidas se conhecem e dão-se a conhecer, de uma maneira mais aberta, com confiança e segurança. A intimidade existe quando não existem barreiras á comunicação e à auto-expressão. A intimidade existe quando um relacionamento nos inspira e guia a darmo-nos a conhecer - a desnudar-nos, num sentido emocional e afectivo.

Por tudo isto, se vê que a intimidade não é algo de espontâneo nem superficial. Exige uma caminhada conjunta, uma caminhada de descoberta mútua, de um e de outro, onde a confiança vai sendo erigida aos poucos e poucos. Nem sempre esta caminhada é linear. Por vezes, ela é juncada de adversidades, obstáculos, rupturas (que logo são reparadas), encontros e desencontros. Mas é assim, que a intimidade é construída. Leva tempo, como afinal todas as coisas boas. E exige muito, mas mesmo muito, entrega e coragem de darmo-nos um ao outro. A intimidade não é exclusivo do casamento, é certo, mas é este, sem dúvida, o "lugar" por excelência da construção e da vivência da intimidade. Por isso, uma ruptura no casamento é sempre vivida com tanta dor e sofrimento. Precisamente, porque é a ruptura da intimidade...

09 Fevereiro 2009

Um mundo livre de queixas

Li recentemente o livro do pastor norte-americano, Will Bowen, "Um mundo sem queixas". Um livro fantástico que divulga uma ideia extraordinária: deixarmo-nos de queixar. O autor lançou há alguns esta ideia na sua igreja. E aquilo que começou por ser uma ideia para uma comunidade, acabou por tornar-se num movimento que envolve milhões de pessoas em todo o mundo. O livro é publicado em Portugal pela Pergaminho. Vale a pena. A proposta de Bowen é esta: ficarmos 21 dias sem queixarmo-nos. Para lembrar-nos desse compromisso, colocamos uma pulseira roxa (é verdade, roxa!!!!). Cada vez que nos queixamos, trocamos a pulseira de braço e faremos isso tantas vezes quantas as que nos queixarmos, até que esse padrão de queixa seja quebrado. Vale a pena não apenas ler o livro, mas agarrar a ideia. Eu estou a fazê-lo e vou desafiar a minha igreja a fazer o mesmo. Afinal, as mudanças começam em nós. Pequenas mudanças geram a força para as grandes mudanças. Podem consultar o site www.AComplaintFreeWorld.org.

05 Fevereiro 2009

Palavras de sabedoria

Iniciei um novo blogue - Palavras de Sabedoria - pensando em partilhar aqueles tesouros de sabedoria que atravessaram as gerações e chegaram até nós. Considero essas máximas, distiladas de experiências intensas e de reflexões sérias, luzeiros para iluminar o nosso caminho na nossa geração. Escutá-las e meditar nelas, levar-nos-á a encontrar a fonte de sabedoria inesgotável que existe dentro de cada ser humano e que é activada quando este se encontra com a Sabedoria Infinita, Deus. O ser humano precisa de se reencontrar com a fonte donde proveio - a Sabedoria eterna. Só assim poderá viver a sua plenitude como coroa da criação divina e cumprir o seu propósito na terra. O desejo de Deus é comunicar-se connosco, dar-nos a conhecr a Sua mente e o Seu coração, tornar-nos UM com Ele, em Cristo Jesus.

02 Fevereiro 2009

Posso escolher a minha resposta à ofensa

O poder de escolher e de decidir é o MAIOR PODER com que o Criador nos dotou. Não posso escolher não ser magoado nem ferido (pela simples razão que não posso controlar as atitudes e comportamentos dos demais em relação a mim). Mas, sim, posso escolher qual será a minha reacção e a minha atitude em relação a essas ofensas e aos ofensores. Posso escolher não deixar-me atingir nem aprisionar na prisão da amargura, do ressentimento e da vingança. Posso escolher perdoar e seguir adiante com a minha vida. Esta é a mensagem fundamental da oração do Pai-nosso, ensinada por Jesus: "e perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores".

29 Janeiro 2009

Vencer o mal!

Vencer o mal é um desafio diário. Este apresenta-se com as mais diversas e subtis facetas, muitas vezes, passando despercebido e apanhando-nos nas suas malhas. Pessoas normalmente boas são apanhadas nas malhas do mal, quando se deixam vencer pela decepção, pelo medo, pela insegurança. Nessas alturas, o mal apodera-se delas, dos seus pensamentos e das suas acções. Foi assim, na Alemanha de Hitler, em que o mal apanhou os corações de milhões, lançando o mundo no caos e na desumanidade que se viu. Vivemos tempos difíceis e em tempos como estes as pessoas sentem-se inseguras e com medo. O mal espreita para entrar nos seus corações e dominá-las. Tudo começa com um pensamento que até parece razoável, com alguma legitimidade, algo que pensamos poder controlar e manter nas suas devidas proporções. Só que o mal é uma força incontrolável e voraz, que destroi a beleza e a harmonia de tudo aquilo que toca, inclusive a alma humana. A recomendação da Escritura é pertinente: "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Romanos 12:21).

27 Janeiro 2009

A questão da conflitualidade humana

Ouvimos de conflitos entre as nações e sentimo-nos impotentes para impedir que tal aconteça. Muitos têm proposto um governo mundial para sanar e prevenir tais conflitos. Personagens ilustres da história humana, como o filósofo Kant ou o cientista Albert Einstein, defenderam a ideia de um governo mundial, como forma de alcançar a paz mundial. Será assim? Muito se tem feito pelo entendimento entre os povos, mas nem por isso os conflitos e as ameaças diminuiram. Parece-me a mim que a solução para a conflitualidade entre os povos começa por sanar os conflitos entre as pessoas. Cada um de nós tem que ser um construtor da paz, um conciliador, um perdoador e um pacificador. Cada um tem que fazer morrer as sementes da conflitualidade que existem dentro de si, na sua natureza não redimida. A exortação bíblica dirigida a duas mulheres, Evódia e Sintique, para que sentissem o mesmo no Senhor (Filipenses 4:2), coloca a questão da conflitualidade no lugar onde realmente tudo se decide: o coração humano individual. Cada um tem que fazer e esforçar-se por sentir o mesmo com o outro. É possível? Sim, se for "no Senhor", isto é, se permitirmos que o amor de Deus cure e liberte os nossos corações da maldade e do egoísmo, em Cristo. Então, sim, uma nova humanidade poderá surgir, liberta das cadeias do ódio, do egoísmo e da vingança. Uma humanidade reconciliada com Deus e cheia da do amor de Deus. Essa é a promessa e a realização da vinda de Jesus Cristo.

23 Janeiro 2009

O teu kairos

Ninguém vem a este mundo por acaso. O tempo e o lugar em que coube nascer foi planeado na eternidade. É o seu “kairos” – a palavra grega para tempo oportuno e pleno de significado. Ninguém chega a este mundo atrasado ou adiantado. Chega no tempo próprio. Este é o teu tempo.

22 Janeiro 2009

A conquista de si mesmo

Antes de conquistarmos o sucesso, o êxito, a fama, o que quer que seja, fora de nós, precisamos de conquistar o que está dentro de nós, conquistarmo-nos a nós mesmos. Jesus disse isso mesmo, embora por outras palavras no Evangelho: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma” (Mateus 16:26). Muitos na ambição de conquistar a fama e o sucesso, perderam-se a si mesmos.

O caminho do êxito e da vida feliz passa necessariamente pela conquista de nós mesmos. Antes de pretender conquistar algo fora de nós, precisamos de conquistar o que está dentro de nós. Precisamos de conquistar esse imenso território que é o nosso interior, a nossa alma. É aí que se trava a grande batalha da vida.

21 Janeiro 2009

A vida é a arte das escolhas

“A vida é a arte das escolhas, dos sonhos, dos desafios e da acção”
(J. A. Wanderley)
O poder de escolher foi-nos dado por Deus e faz parte da nossa condição. Somos livres de escolher o que queremos, mas também somos responsáveis peles escolhas que fazemos. O que somos e o tipo de vida que teremos é o resultado acumulado das escolhas que vamos fazendo ao longo da nossa vida. Por isso, é tão importante fazermos escolhas que nos conduzam à vida próspera, abundante e plena.

20 Janeiro 2009

Tornando a vida de outros, melhor!

Todos os dias cruzamo-nos e interagimos com pessoas. Todos os dias temos oportunidade de fazer a diferença na vida de alguém, para melhor. Algumas dessas pessoas nunca mais as veremos. Outras ocasionalmente. Outras ainda vemo-las todos os dias. Algumas dessas pessoas vivem connosco, trabalham connosco, andam connosco. Cada uma delas representa um desafio a investirmos os nossos dons, talentos, tempo, recursos, para tornar as suas vidas melhores. Trata-se de sermos o sal. Quem precisa de ser salgado por mim? Quem precisa que eu salgue a sua vida com amor, com bondade, com elogio, com alegria, com ajuda? Todos os dias somos desafiados a fazer o bem e a tornar a vida de outros melhor. A missão de Francisco de Assis traduzida na sua oração:
Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz !
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais.
Consolar, que ser consolado.
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna !
Não precisamos de deixar as nossas actividades nem de viver os nossos sonhos. Apenas precisamos de olhar à nossa volta e darmo-nos aos outros, fazer de tornar melhor a vida dos outros, a nossa missão ou parte da nossa missão na vida. Ao fazer isto, a nossa vida torna-se também melhor.

19 Janeiro 2009

Vida abundante

Deus é um Deus de abundância. O universo que Ele criou é um universo de abundância. Não há falta de nada. Há em abundância para todos (apesar da cupidez dos homens e o seu egoísmo, levarem a pensar o contrário). A Bíblia ensina-nos que Deus dá-nos todas as coisas boas e em abundância para delas gozarmos: "Deus que abundantemente nos dá todas as coisas, para delas gozarmos" (1). Jesus veio para nos dar vida com abundância (2). Por isso, não te condiciones a viver uma vida miserável, aquém dos teus sonhos, uma vida de conformismo e de medo. Atreve-se a sonhar e a desejar uma vida melhor. A romper com as tuas limitações auto-impostas. Deus tem o melhor para ti, se tão somente acreditares e começares a agir em direcção ao melhor de Deus para a tua vida.

(1) I Timóteo 6:17; (2) João 10:10