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19 março 2013
Um grande SIM à esperança
É possível ter esperança em tempos de incerteza, convulsão e crise, como os que vivemos? Podemos ter a ousadia de alimentar a esperança em dias melhores? Poderemos ter um discurso e uma práxis de esperança contra a corrente do pessimismo, da descrença e do desânimo? Esta é uma resposta que apenas cada um pode dar. Ter esperança, no sentido em que estruturalmente tenho esperança (acredito, vivo-a, alimento-me dela), é algo que apenas cada um pode decidir. A esperança não vem simplesmente da observação dos factos, da consideração dos eventos, da cadeia de causas e efeitos, permitindo-me concluir, com algum grau de certeza, que há razões para ter esperança. Ter esperança é uma escolha que faço, independente das circunstâncias e dos meus estados emocionais. É uma escolha racional, plenamente racional. Não se trata de crendice, de uma espécie de fuga para a frente, de negação da realidade. Trata-se da escolha de alguém que acredita que vivemos num universo criado por um Deus bom e que cada ser humano transporta dentro de si as sementes da bondade, do amor e da criatividade divinas. É a escolha pelo crença no sentido do universo e no propósito da vida, que cada um de nós e todos nós (gerações passadas, geração presente e gerações futuras), existimos para uma vida superior, transcendente, plena de significado, a vida feliz. E isso não depende do que acontece fora de mim, mas dentro de mim. Por isso, hoje e sempre, DIREI UM GRANDE SIM À ESPERANÇA.
19 setembro 2012
Orar a Deus em tempos de aflição
Ao ler a Bíblia, deparo com esta recomendação: "está alguém aflito? Ore". A simplicidade desta recomendação surpreende-nos e desarma-nos da argumentação racionalizante que as nossas aflições somos nós que temos de as resolver. Fica claro que a oração é o caminho natural do ser humano em tempos de aflição. Mais, não apenas é natural, como parece ser esse o caminho que Deus quer que seja percorrido. Deus não se importa minimamente que alguém o busque ou apenas se lembre dele nos dias da aflição. Assim como um pai quer ajudar o seu filho e estar presente na vida dele no tempo da aflição, assim é Deus connosco. Ele é o Pai divino, cheio de amor e de solicitude pelos seus filhos.
Jesus ensina-nos acerca da disponibilidade e da abertura do Pai celestial para atender-nos, quando diz: " quanto mais o vosso Pai não dará bens aos que lhos pedirem". Nos tempos da aflição existem bens que precisamos de pedir, justamente por se encontrarem ausentes da nossa experiência. Bens como a paz interior, o sentido de segurança, a confiança, a força da esperança, o equilíbrio emocional, assim como a provisão e o socorro. Ninguém se torna um mendigo por orar. Não somos mendigos esperando de Deus algumas migalhas para minorar o mal que nos aflige. Somos filhos amados, desejados e escolhidos por Deus. Ele criou-nos para relacionar-se connosco como Pai e relacionarmo-nos com Ele como filhos. Um filho pede. Pede, justamente por saber que é filho e que o coração do pai está aberto para ele. "Filho, tu sempre estás comigo e todas as minhas coisas são tuas", foram as palavras do pai na história do filho pródigo dirigidas ao filho mais velho, aquele que nunca abandonara a casa do seu pai, que não desonrou o seu nome, mas que, apesar disso, não sabia o que era ser filho na casa do pai.
Os tempos difíceis não têm de deitar-nos abaixo, exaurir as nossas forças, enterrar as nossas esperanças. Eles oferecem-nos a oportunidade de buscar o coração do nosso Pai divino e de conhecermos que somos filhos amados. Não estamos sós. Não estamos desamparados. Deus Pai está connosco. Ele está profundamente envolvido com as nossas vidas. É tempo de lançarmo-nos nos braços do Pai e abrirmo-nos ao seu cuidado e à sua provisão sobrenaturais. Não seremos menos homens nem menos mulheres por isso, tão pouco menos adultos e responsáveis. Seremos isso sim, livres para viver a vida com confiança e esperança.
08 agosto 2012
Coragem no dia da adversidade
O dia da adversidade é o maior teste à nossa força interior. "Se perdes a coragem diante das dificuldades, é porque a tua força é fraca" (1). Não é fácil enfrentar o dia da adversidade. Estamos vulneráveis em muitos aspectos e nem sempre providos dos recursos emocionais adequados. Na normalidade do nosso dia a dia não pensamos que o dia da adversidade pode chegar e atingir-nos. Não pensamos que a enfermidade, o desemprego, a falência, a ruptura de um relacionamento, a depressão, o colapso emocional, o que seja, podem bater à nossa porta e entrar nas nossas vidas. Há umas semanas dois pilotos de transporte aéreo de órgãos para transplante morreram quando o seu avião se despenhou no regresso à base. Tinham acabado de contribuir para a salvação de uma vida. Uma vida a troco de duas. O absurdo e a dor da situação. Mas é assim a vida, entretecida destas e outras contingências, fios soltos que nos escapam e, por vezes, tecem outros rumos com que não contávamos. O dia da adversidade sempre vem às nossas vidas, tarde ou cedo, com mais ou menos intensidade. Nestas alturas, é necessário ser-se corajoso e ter força interior para superar esse dia. Donde pode vir essa força interior? De uma coisa muito simples: perder o medo diante da vida. Cultivar uma atitude interna de confiança e de aceitação de cada momento, vislumbrando nele a centelha da graça divina, que lhe dá sentido. Quando fazemos isto, estaremos mais preparados para enfrentar e sair mais fortes e maduros no dia da adversidade.
(1) Provérbios 24:10 (Bíblia, versão "Bíblia para mim")
(1) Provérbios 24:10 (Bíblia, versão "Bíblia para mim")
26 julho 2012
Quando ser chamado a atenção pode ser útil
Ser repreendido,
corrigido, chamado a atenção, é daquelas coisas a que, normalmente, não
reagimos muito bem. Quando éramos crianças ou adolescentes, reagimos mal à
repreensão, e na vida adulta as coisas não mudaram muito. Amuar, replicar,
discutir ou ficar zangado, alterar comportamentos e atitudes para com a pessoa
que chamou a atenção, tornando-se distante, mostrando o seu desagrado, são
formas de reacção (negativa) à chamada de atenção. É natural. Afinal, a
repreensão interfere com a imagem que fazemos de nós mesmos, com a concepção
que temos da justeza e sabedoria dos nossos comportamentos e escolhas. Por
isso, compreende-se que, num primeiro momento, a pessoa reaja negativamente. O
problema é continuar-se a si. É sábio que uma pessoa, uma vez repreendida ou
chamada a atenção, que considere o fundamento da mesma, que pondere os seus
comportamentos ou escolhas à luz dessa mesma chamada de atenção. Sempre
lucramos quando procedemos assim. Na nossa conduta, seja pessoal, profissional
ou social, sempre existem sombras, que necessitam ser iluminadas. É que há
zonas de sombra na nossa vida que se não vierem a ser corrigidas dentro do
tempo habitual, poderão tornar-se em fonte de problemas graves mais tarde.
Quando alguém te corrige, considera, reflete sobre o que tens sido ou feito à
luz dessa repreensão. E se for o caso, decide-te a empreender as mudanças.
Senão, pelo menos, exercitaste-te na capacidade de aprender através da
filtragem e reflexão dos estímulos e feedback que recebemos dos que estão à
nossa volta. Termino com este texto das Escrituras: "O que rejeita a instrução menospreza a
própria alma, mas o que escuta a repreensão adquire entendimento" (Provérbios 15:32).
23 julho 2012
Mansidão, uma alternativa viável?
Poderão os mansos
afirmar-se numa sociedade que se caracteriza pela competição, pelo conflito,
pelo confronto entre interesses egoístas, numa luta titânica para ver quem
prevalece? Poderá a mansidão, a quietude de alma, ser um caminho viável nos
nossos dias e na nossa sociedade? Será compatível com a própria natureza
humana, altamente competitiva e egocêntrica? A verdade, é que este é o caminho
apontado nas Escrituras e que foi percorrido por Jesus, o Mestre por
excelência. Jesus foi o Mestre da mansidão. Tudo nele, nas suas palavras, nos
seus ensinos, nas suas atitudes e nos seus comportamentos, era marcado pela
mansidão. Não chegou Ele mesmo a dizer para aprendermos dele, que era manso e
humilde de coração? Por mais que nos pareça contraditório, a mansidão é o
caminho que prevalece e é o único compatível com a nossa verdadeira essência.
Somos fruto do amor de Deus, criação divina, portadores da centelha divina, que
é o amor. O mal que nos cerca e permeia, engana-nos quanto à nossa verdadeira
natureza e origem. Todavia, quando nos detemos para pensar, apercebemo-nos que
somos mais que músculos, mais que competição, mais que egos inflamados lutando
por se afirmar: somos seres divinos, que transportam dentro de si a centelha do
amor divino. O caminho da mansidão é o único que permite que essa centelha seja
liberta e ilumine o nosso caminho e o caminho de toda a humanidade.
19 julho 2012
Recebes o que acreditas
É incrível o poder que os nossos pensamentos e as nossas expectativas têm nas nossas vidas. O profeta Isaías ensina-nos a alargar as nossas tendas e a firmar bem as nossas estacas. O nosso crescimento e aquilo que alcançamos é proporcional à nossa capacidade de alargarmos a tenda da nossa imaginação, da nossas expectativas e da nossa fé. Este é o exercício mais importante que podemos realizar no início de cada novo dia. Exercitarmos a nossa imaginação, desenvolvermos a capacidade de ver e sentir um futuro melhor, fazermos declarações poderosas cheias de fé e de esperança para as nossas vidas. Deus tem o melhor para cada um. Ele é um Deus de abundância. Criou-nos para sermos herdeiros dessa abundância. Jesus desafiou-nos a alargar as tendas da nossa imaginação quando disse: "tudo é possível ao que crê". Tudo é tudo. Não há limites. Simplesmente, acredita, expande a tua imaginação, liberta a tua capacidade de acreditar. O milagre na tua vida começa nesse momento.
18 julho 2012
Esperar o melhor
Esperar o melhor faz parte do ADN com que fomos criados. Olhar para o futuro com esperança e com expectativa é natural no ser humano. Por isso, temos sonhos e ambições; e esforçamo-nos e lutamos por alcançar esses sonhos e realizar essas ambições. Os tempos de crise colocam uma grande pressão sobre a nossa capacidade de esperar sempre o melhor. Ele representam a irrupção da desordem, da ameaça do caos, nas nossas vidas. Podem tornar-se numa forte oposição à realização dos nossos sonhos. Absorvem as nossas energias e recursos. Mas, a verdade é que os tempos de crise existem e vêm á vida de uma pessoa, de uma família e de uma nação. É nestas alturas que necessitamos de continuar a acreditar e a esperar sempre o melhor. Lembrar-mo-nos para onde nos dirigimos, que temos um futuro e que estamos no caminho para chegar lá. É verdade que alguns são submergidos pela tempestade e ficam pelo caminho, mas também muitos outros conseguem superar as tempestades e seguir adiante. Aprecio imenso as palavras de Jesus e encontro nelas uma força extraordinária, quando Ele diz a um pai desesperado: "não tenhas medo, crê somente". Não tenhas medo. Os dias maus irão passar. A presença divina está contigo e o milagre irá acontecer na tua vida.
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