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01 outubro 2010

Há um futuro lindo de esperança

Existem momentos a vida de uma pessoa em que são mais as questões e a perplexidade que as acompanha, que as certezas e a confiança. Períodos de incerteza e de vulnerabilidade emocional. A pessoa sente-se como estando exposta e sem abrigo. Recebe a força dos ventos que sopram, sofre os rigores do tempo, sente-se perdida no meio do nada. Sem referências, sem horizontes, sem nada que alimente a esperança no seu coração. O que fazer em tempos assim, quando as certezas não passam de miragens e os sonhos deixaram de ser sonhados? São noites de escuridão, sem o consolo das estrelas e o encanto do luar. As noites sem estrelas e sem luar vêm às nossas vidas e vêm quando menos as esperamos. Num momento, impotentes, experimentamos a escuridão a cercar-nos e a envolver-nos. Lutamos para que essa escuridão não se apodere da nossa alma. Queremos mantê-la fora de nós. Porque sabemos que a pior escuridão é a que se apodera da alma. Quem ou o quê poderá iluminar as trevas da alma? Onde estará a luz que poderá dissipar as trevas da desesperança, do medo, da dúvida, da angústia? É então que posso ouvir as palavras da Escritura: "porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações..." (2.ª Coríntios 4:6). Que a Luz do amor divino ilumine as nossas almas, inundando-a de esperança, de gozo e de paz. Há um futuro lindo de esperança à nossa frente.


13 junho 2010

Descansar

Guardar o sábado como dia de descanso é um dos Dez Mandamentos. O que isto nos diz é que o descanso deve ser encarado como um dever e não apenas uma necessidade. Precisamos de criar na nossa semana de trabalho o espaço em que podemos descansar. Um descansar que não é simplesmente ficarmos sem fazer nada, antes um tempo dedicado a suspendermos as nossas actividades profissionais e a dedicarmo-nos a outras actividades, também elas importantes e necessárias, para o nosso equilíbrio e vitalidade interiores. Actividades tais como: estar com a família e conviver com os nossos familiares, dedicarmo-nos ao cultivo da nossa inteligência, lendo e meditando, estarmos com amigos e companheiros, enriquecendo a nossa vida social. Mas também dedicando-nos à adoração e ao cultivo da nossa vida espiritual, através da celebração com a nossa comunidade de fé. Nos dias de hoje precisamos de lembrar-nos disto e voltar aos Dez Mandamentos, também nisto.

12 junho 2010

Fé em tempos de crise

Por todo o lado se fala e se escreve acerca da crise financeira, económica e social que afecta o mundo e, em particular, o nosso país. O medo, a ansiedade, a frustração e a revolta fazem-se sentir nas conversas de amigos e colegas, nos artigos de opinião publicados na imprensa, nas notícias e nos comentários passados nas televisões, nas opiniões dadas nas redes sociais e nos blogues na Internet. Estamos a viver uma época nova e de muitos sobressaltos. De repente, sentimos como que os fundamentos sobre os quais construíamos as nossas vidas e alicerçávamos as nossas esperanças e expectativas, se mostraram demasiadamente frágeis para nelas podermos em consciência continuar a apoiar-nos. Os governos, um pouco por todo o mundo, estão perplexos e procurando a melhor forma de lidar com uma crise que ninguém sabe como lidar com ela. Uma coisa é certa: o nosso mundo está a mudar, as coisas não voltarão a ser as mesmas. Estamos colocados diante de desafios totalmente novos e, usando as palavras de Deus na Bíblia quando fala ao povo de expatriados judeus fugidos do Egipto, "por este caminho nunca andaste antes". Este é caminho novo. Não sabemos o que está adiante e nem aonde nos leva. Apenas sabemos isto: teremos que viver dia a dia, etapa a etapa, jornada a jornada, tal como os judeus no seu êxodo. Agora sim, é tempo de viver sem presunção e começar a viver com a fé. Somente a criatividade, a força e a paixão da fé em Deus nos poderão sustentar e inspirar a enfrentar e a superar estes tempos difíceis.

28 janeiro 2010

Conviver com a incerteza

Quando vinha para o escritório (isto é o que faz vir a pé) pensei que viver é conviver com a incerteza. Gostamos de certezas e estas dão-nos segurança. Todavia, na vida, são mais as incertezas e é mais a margem de incerteza na nossa jornada, do que aquilo que gostamos de pensar ou admitir. Temos muita pouca coisa como certa. Temos como certo o que experimentamos no momento. A partir daí entramos no domínio das incertezas. No entanto, a incerteza não é um mal, mas ela tem em sim um tremendo potencial criativo, que nos arranca do domínio do conformismo, do dar as coisas como certas e deixarmo-nos de esforçar e de criar. A incerteza dá-nos margem para o exercício da criatividade, mas também para o dá fé. Viver é crer. Mas sobre isso, falarei noutra ocasião.

13 junho 2009

Agora é o nosso momento

Apenas temos um tempo para viver - o agora! Não existe outro. Nem o passado, que só existe como memória, nem o futuro, que permanece no domínio das possibilidades. O passado já foi um "agora" vivido e o que agora chamamos de futuro, deixará de o ser, para ser um agora, no momento em que o vivermos. O único momento que realmente temos e que podemos chamar nosso, é o agora, o tempo presente. Daí as palavras de Jesus "não vos inquieteis pelo dia de amanhã". Viver o momento presente e saber tirar dele todo o potencial de realização, de felicidade e de vida com sentido que ele contém, é a nossa grande tarefa. Vale a pena.

13 março 2009

Pensamentos tóxicos

Um dos factores que mais contribui para a ruptura nos relacionamentos são os pensamentos tóxicos. Pensamentos sobre os quais a pessoa abdica de exercer autoridade. Deixa-se levar por eles e por eles ser contaminada. Foi o que aconteceu com Caim. Matou a seu irmão, Abel, levado pela inveja. Segundo a história bíblica, Deus aceitou com agrado o sacrifício de adoração de Abel, mas rejeitou o de Caim. A razão da escolha divina não estava no tipo de sacrifício de um ou de outro, mas sim nas atitudes do coração. A verdade é que essa experiência lançou Caim numa espiral de inveja e de ressentimento, que acabou por ser canalizada contra o seu irmão, Abel. O resultado é conhecido: Caim soçobrou diante dos seus pensamentos e acabou matando o seu irmão. O homicídio começou na mente, quando os pensamentos tóxicos da inveja, do ressentimento, do ciúme, se insinuaram. Ao desistir de resistir a esses pensamentos, Caim acabou por causar uma desgraça e ser vítima de uma desgraça. Não podemos mudar nem controlar o que acontece à nossa volta, nem as atitudes e comportamentos das pessoas relativamente a nós. Mas, podemos, sim, guardar a nossa mente de pensamentos tóxicos inspirados nessas atitudes e nesses comportamentos. Podemos e devemos. Para nosso próprio bem -estar, equlíbrio emocional e vitalidade espiritual. O conselho da Bíblia permanece pertinente e desafiador: "Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai" (Filipenses 4:8). Vale a pena fazer assim, para nosso bem, para o bem de muitos e para uma vida melhor!